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A chapa formada pelos professores Kalinka Castelo Branco e Paulo Dattori assume a direção do Instituto para o quadriênio 2026-2030
Data da publicação: 03/07/2026

A nova gestão pretende consolidar o ICMC como referência nacional e internacional em ensino, pesquisa, extensão, inovação e difusão científica (Crédito da imagem: Luis Guilherme Baeta/Fontes Comunicação Científica)

 

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, inicia um novo ciclo de gestão na próxima segunda-feira (6). Eleita pela comunidade acadêmica, a chapa formada pelos professores Kalinka Regina Lucas Jaquie Castelo Branco, como diretora, e Paulo Leandro Dattori da Silva, como vice-diretor, assume a condução da unidade pelos próximos quatro anos, com foco em fortalecer a excelência acadêmica e consolidar uma gestão mais humana e inovadora.

Vice-diretora nos últimos anos, Kalinka afirma que a experiência na administração do ICMC permitiu conhecer de perto os desafios da unidade e identificar oportunidades de aprimoramento: “Quando a gente faz parte da gestão, conhece um pouco mais da realidade do Instituto e da Universidade de São Paulo. Conforme a gente vai conseguindo melhorar algumas situações, seja o funcionamento do Instituto, a vida dos funcionários e dos docentes ou os processos, percebe que pode contribuir ainda mais”.

Assumindo a  vice-direção, Paulo Dattori também acumula experiência  em diferentes instâncias administrativas, já tendo atuado na chefia de departamento, na coordenação de programa de pós-graduação e na representação em órgãos colegiados. “Passei um tempo refletindo sobre o tamanho do desafio, mas o que me motivou foi a vontade de contribuir para a gestão do ICMC. Foi uma grande honra ter recebido o convite para participar como vice”, avalia o professor.

 

Consolidar a excelência do ICMC

Um dos principais compromissos da nova gestão é manter a trajetória de excelência alcançada pelo Instituto. O plano de trabalho prevê ações voltadas ao fortalecimento do ensino, da pesquisa e da extensão, além da ampliação da internacionalização, da modernização dos espaços de aprendizagem e do incentivo à inovação.

No âmbito científico, a proposta é ampliar o apoio aos grupos de pesquisa e aos programas de pós-graduação já consolidados, fortalecendo áreas estratégicas e criando condições para que docentes e pesquisadores elevem ainda mais o impacto de seus estudos. “A nossa pesquisa é de excelência. A gente pretende manter esse apoio para que os docentes sigam desenvolvendo seus trabalhos ”, afirma a nova diretora.

O ICMC reúne atualmente três programas de pós-graduação stricto sensu acadêmicos – dois com nota máxima (7) e um com nota 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) –, além de dois programas de pós-graduação stricto sensu profissionais, um deles com nota máxima (5), e um mestrado em rede em fase inicial.

 

Eleita diretora do ICMC, Kalinka Castelo Branco traz a experiência adquirida anteriormente como vice-diretora para a sua gestão 2023 – 2026 (Crédito da imagem: Luis Guilherme Baeta/Fontes Comunicação Científica)

 

Na graduação, a gestão deseja investir em metodologias ativas de ensino e em ambientes de aprendizagem mais flexíveis. “Uma das propostas é fazer salas que possam ser adaptáveis, onde a gente consiga implementar o que é chamado de Aprendizagem Baseada em Problemas, em que os alunos se movimentam dentro da sala de aula. A gente também tem pensado em espaços com computadores e notebooks que possam ser usados durante as aulas, para que os professores possam atuar de forma mais engajada”, explica Kalinka.

Na extensão, a diretoria deseja ampliar o apoio às atividades já desenvolvidas no ICMC, e fortalecer a conexão entre universidade e sociedade por meio de eventos, ações de divulgação científica e novos espaços de interação com o público. A proposta também inclui uma maior participação  dos estudantes e dos docentes. “Pretendemos dar um apoio maior para a Comissão de Cultura e Extensão (CCEx), fazer mais eventos. A gente tem feito feiras aqui que trazem alunos e professores de fora para virem para cá”, destaca a professora.

 

Uma gestão centrada nas pessoas

O bem-estar das pessoas que compõem o Instituto também está no foco da nova direção, que busca dar continuidade ao crescimento acadêmico da unidade sem perder de vista a valorização de docentes, servidores técnico-administrativos e estudantes. O objetivo é promover uma gestão baseada no diálogo e na melhoria das condições de trabalho. “A ideia é integrar as pessoas de forma que elas consigam entender que o que fazem é para o bem do Instituto, mas elas terem esse retorno também pessoal. É sempre uma balança. As pessoas querem estar felizes. Então, a gente pretende trazer um ambiente onde elas trabalhem de forma feliz”, assegura Kalinka.

Para a nova diretora, um dos principais desafios será ampliar o quadro de servidores da unidade. “A gente precisa de mais funcionários, porque não dá mais para continuar sendo excelente sobrecarregando muito o nosso corpo técnico-administrativo e docente. É isso que chamamos de humanização. Precisamos humanizar o Instituto nesse sentido”, avalia a nova diretora do ICMC.

Paulo Dattori argumenta que o papel da nova diretoria é criar condições para que o corpo docente do ICMC continue se desenvolvendo. “O que eu tenho acompanhado ao longo dos anos é que o nosso corpo docente é bastante criativo e muito intenso em pesquisa – uma comunidade com muitas ideias de crescimento. Um grande desafio dessa gestão é conseguir, junto à Reitoria, criar um caminho para que essas ideias possam sair do papel e se tornarem práticas”, aponta.

 

“Foi um sentimento de muita satisfação ter a nossa chapa amplamente recebida pela comunidade”, afirma Paulo Dattori, novo vice-diretor (Crédito da imagem: Luis Guilherme Baeta/Fontes Comunicação Científica)

 

A modernização da gestão administrativa também está entre as prioridades da nova diretoria. O plano de gestão prevê a automação de processos, o uso de inteligência artificial (IA) e de sistemas integrados baseados em dados. A proposta é tornar as rotinas mais eficientes e reduzir a burocracia, e criando condições para que docentes e servidores possam dedicar mais tempo às atividades de ensino, pesquisa e extensão.

 

Novo legado

Com esse compromisso em mente, Paulo ressalta que a valorização do diálogo deve orientar a forma de administrar o Instituto: “Eu gostaria que nós fôssemos lembrados como a gestão que mais ouviu a comunidade, que administrou mais pelo lado humano do que pelo lado técnico. A gente já tem uma equipe técnica muito forte. Essa questão do relacionamento tem se tornado cada vez mais prioritária”.

Questionada sobre qual o legado gostaria de deixar ao final do mandato, Kalinka coloca o protagonismo no próprio ICMC em primeiro plano: “A gente passa por aqui. A gente não é, a gente está. Nós vamos estar como diretoria do Instituto, mas o que fica é o ICMC. Eu gostaria que o Instituto fosse lembrado como um instituto de destaque, de excelência, independente de quem está no comando”, finaliza.

 

Texto: Raquel Sampaio, da Fontes Comunicação Científica

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