A atuação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em pesquisa e inovação foi destaque em encontro da Rede USP de Unidades Embrapii, que reuniu representantes das unidades da Universidade e da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Durante o evento, realizado no dia 17 de setembro, no Centro de Treinamento do Instituto de Radiologia (InRad) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (FM) da USP, o professor André Ponce de Leon Carvalho apresentou competências da Embrapii ICMC e exemplos de projetos desenvolvidos a partir da aproximação entre pesquisa científica e demandas concretas da sociedade.
A apresentação evidenciou a abrangência da atuação do ICMC em áreas como computação, matemática, matemática aplicada e estatística, além de competências relacionadas à Inteligência Artificial e à Ciência de Dados. Para André, um dos objetivos foi mostrar como a produção científica do Instituto pode se transformar em soluções aplicadas e em novas oportunidades de inovação.
“O que eu quis trazer foi mostrar a força do ICMC, como o ICMC é preponderante na pesquisa científica, na parte de computação, matemática, estatística, toda a contribuição que tem, e o papel do ICMC no cenário nacional e internacional”, afirmou.
Os projetos apresentados representam apenas uma parte das iniciativas desenvolvidas pelo Instituto em parceria com empresas e organizações. “O ICMC tem vários casos diferentes de sucesso, não só esses que eu trouxe da nossa unidade Embrapii. Então eu procurei mostrar como o ICMC faz pesquisa e inovação que está próxima da sociedade”, explicou o professor.
A diversidade de competências do ICMC também foi destacada pelo diretor-presidente da Embrapii, Alvaro Prata. Segundo ele, a unidade reúne conhecimentos com potencial de aplicação em diferentes segmentos da indústria, especialmente em áreas relacionadas às tecnologias digitais.
“A Inteligência Artificial e a manipulação e a Ciência de Dados, agregando diferentes tecnologias aplicadas que normalmente já são adotadas, é um ativo muito importante. Então, nós enxergamos a Inteligência Artificial, as técnicas digitais como de grande relevância”, afirmou.
Prata ressaltou ainda a abrangência das competências do ICMC para o setor produtivo. “Vocês podem atender todos os segmentos da indústria. Toda a indústria precisa de inteligência, precisa usar os dados, usar as informações”, disse.
Para o diretor-presidente da Embrapii, a aproximação entre empresas e especialistas vinculados às Unidades Embrapii é fundamental para identificar gargalos, desafios e oportunidades tecnológicas. Nesse processo, o ICMC passa a integrar uma estrutura voltada à ampliação dessas conexões.
“Estamos muito entusiasmados com a unidade de vocês, é uma unidade que já se destaca, com um grupo forte de pesquisadores”, afirmou Prata, ao comentar a expectativa da Embrapii em relação à participação do Instituto.
“Estamos muito entusiasmados com a unidade de vocês”, destacou Alvaro Prata, diretor-presidente da Embrapii
Para a vice-reitora da USP, Liedi Légi Bariani Bernucci, as Unidades Embrapii cumprem um papel estratégico na aproximação entre ciência, indústria e sociedade. Segundo ela, a conexão entre pesquisa e produção industrial pode contribuir para fortalecer o setor produtivo e gerar impactos que vão além dos resultados econômicos, alcançando áreas como saúde, educação e bem-estar da população. “Acreditamos que, para a ciência entregar inovação e se conectar com a produção na ponta, colocando resultados na prateleira das indústrias, a melhor ponte são as unidades Embrapii”, afirmou.
Uma rede para conectar competências
A participação do ICMC no encontro está inserida em uma articulação mais ampla da USP que conta, atualmente, com o maior número de unidades credenciadas pelo sistema no País. Criada em outubro de 2025, a Rede Embrapii USP reúne dez unidades da Universidade credenciadas pela Embrapii com o objetivo de ampliar a cooperação entre grupos e facilitar o acesso das empresas às diferentes competências científicas e tecnológicas disponíveis na instituição.
Para o coordenador da Rede, professor Vanderlei Bagnato, a proposta é fazer com que uma demanda apresentada por uma empresa possa encontrar, dentro da própria USP, a competência mais adequada para respondê-la. Uma unidade pode desenvolver o projeto ou, quando necessário, encaminhar a demanda para outra unidade da Rede.
“A nossa rede está criando conexões e canais fortes, onde as pessoas podem fazer contato com qualquer uma das unidades. E a unidade vai ver se ela é a melhor unidade para oferecer um projeto de inovação ou indica outra unidade”, explicou.
A proposta é que uma demanda apresentada por uma empresa possa ser encaminhada à unidade com maior aderência ao desafio e, quando necessário, mobilizar competências de diferentes áreas. Dessa forma, a cooperação permite estruturar projetos multidisciplinares e ampliar a capacidade de resposta da USP.
“Temos a maior infraestrutura de pesquisa do Brasil. Somos capazes de conjugar os esforços e resolver determinados desafios ou propor novas soluções. Então, queremos usar essa competência, essa capacidade para trabalhar de forma clara”, afirmou Bagnato.
Além da cooperação entre as unidades, a Rede pretende ampliar a divulgação das possibilidades de parceria junto a empresas, estudantes e startups, por meio de eventos, ações de capacitação e outros mecanismos de aproximação com o setor produtivo.
Além das apresentações, participantes participaram de uma mesa redonda com a coordenação da Embrapii
Para André, o encontro mostrou o potencial dessa atuação conjunta.
“Eu estou muito entusiasmado pela ideia da Rede, pelo espírito da Rede, que é um espírito bem colaborativo, todo mundo está bem engajado em trabalhar junto”, afirmou.
A integração entre as Unidades Embrapii da USP amplia, assim, a possibilidade de combinar diferentes competências para responder a desafios tecnológicos e desenvolver novos projetos de pesquisa e inovação em parceria com empresas, fortalecendo a conexão entre a produção científica da Universidade e as demandas da sociedade.
O encontro está disponível no canal da USP no YouTube e pode ser conferido neste link.
Texto: Raquel Vieira, da Comunicatto
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