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Carlos Takaessu foi um dos vencedores com pesquisa sobre sistemas dinâmicos da matemática; cerimônia de premiação acontecerá dia 30 de novembro de 2026
Data da publicação: 23/09/2026

Após mais de 10 anos, Prêmio CAPES de Tese reconhece pesquisa na área de sistemas dinâmicos (Crédito: Carlos Takaessu)

 

O Instituto De Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, recebeu uma menção honrosa no Prêmio CAPES de Tese 2026. O pesquisador Carlos Roberto Takaessu Junior, doutor pelo ICMC, foi premiado por pesquisa sobre Sistemas Dinâmicos da Matemática e seu comportamento em dimensões infinitas. O trabalho foi orientado pelo professor Alexandre Nolasco de Carvalho, do ICMC.

Concedido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o prêmio reconhece anualmente as melhores teses defendidas no Brasil em diferentes áreas do conhecimento. Para Carlos, a conquista não apenas reconhece seu trabalho, mas também a área de pesquisa e a instituição onde realizou sua formação. “Foi um período fantástico da minha vida, então fiquei feliz por poder retribuir de alguma forma para o Instituto”, afirma o pesquisador.

 

Criado em 2005, o Prêmio CAPES de Tese reconhece os melhores trabalhos de doutorado defendidos em programas de pós-graduação brasileiros, considerando critérios como originalidade, relevância científica, impacto social e tecnológico (Crédito: Arquivo Pessoal)

 

A tese premiada procura compreender como determinados fenômenos evoluem ao longo do tempo, como crescimento populacional ou temperatura, por exemplo. Para isso, são analisados os movimentos de pontos, de acordo com as regras que definem cada sistema. O conjunto de posições ocupadas por um ponto ao longo desse processo é chamado de órbita. De acordo com o pesquisador, nem sempre é possível obter uma órbita perfeita, pois podem surgir pequenos erros ou diferenças no percurso, resultando em pseudo-órbitas. Nesse cenário ocorre o Shadowing,  propriedade que investiga se, mesmo quando existe uma pequena diferença em uma pseudo-órbita, há uma órbita verdadeira próxima que apresenta um comportamento semelhante. Com a pesquisa, Carlos mostrou que isso pode ser garantido em determinadas condições mesmo quando o problema envolve espaços de dimensão infinita.

 

Representação matemática de pseudo-órbitas (Crédito: Carlos Takaessu)

 

O professor Alexandre Nolasco de Carvalho destaca que a pesquisa é resultado de uma colaboração científica de 35 anos entre o  Grupo de Sistemas Dinâmicos Não Lineares e o professor José M. Arrieta, da Universidad Complutense de Madrid. “O prêmio reflete a maturidade de uma linha de pesquisa e de uma cooperação internacional sólida. Além disso, é um indicativo da profundidade e da originalidade da tese”.

Durante o doutorado, Carlos teve uma produção científica profícua, que resultou na publicação de um artigo na Mathematische Annalen, periódico internacional de grande prestígio.

Atualmente, Carlos trabalha no aprimoramento dos resultados. Um dos objetivos é verificar se as mesmas conclusões podem ser alcançadas a partir de condições menos restritivas, utilizando menos informações para chegar aos mesmos resultados.

O pesquisador destaca  que as bolsas de agências de fomento, como a CAPES e a FAPESP, também foram indispensáveis para que ele alcançasse esse resultado.

 

Texto: João Christensen, da Fontes Comunicação Científica
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