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| Pessin, Ueyama e Macha: equipamento dispõe de nova funcionalidade |
O terceiro equipamento destinado a detectar enchentes em rios e córregos por meio de uma rede de sensores sem fio acaba de ser instalado na rotatória do shopping, um dos locais mais críticos de São Carlos na ocorrência de alagamentos. Desenvolvido pelo professor Jó Ueyama, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), na USP de São Carlos, o sistema e-NOE é composto por um sensor analógico com uma função específica: medir mudanças na pressão do rio.
Quando o nível da água sobe, há mais pressão e o sensor é capaz de identificar essa alteração. Os dados coletadas são transmitidos para um servidor na USP assim que cada leitura é realizada. Essa transmissão é efetuada via wireless Zigbee – tecnologia de comunicação sem fio com baixo consumo de bateria e com transmissões de longa distância. Automaticamente, um software converte as informações em gráficos, que são disponibilizados a toda a população pela internet (icmc.usp.br/e/4c0ef) e podem ser facilmente monitorados pela Defesa Civil.
“A novidade é que esse terceiro equipamento dispõe de uma nova funcionalidade em relação aos dois anteriormente instalados. Devido à utilização da tecnologia 3G, agora é possível obter fotos do local, o que possibilita a observação em tempo real do que está ocorrendo na rotatória”, explicou Ueyama.
O próximo passo é ampliar a funcionalidade do sistema para monitorar também a poluição, por meio da colocação de mais três sensores analógicos. “A estimativa é de que, em um mês, já estejam instalados esses novos sensores capazes de medir a poluição dos rios”, afirmou Edmundo Macha, pesquisador colaborador do projeto.
Mais um serviço que deverá ser oferecido à população a partir do estudo dos dados obtidos via sistema e-NOE é o de previsão de enchentes. “Por enquanto, é possível prever apenas a ocorrência de enchentes com uma antecedência máxima de 15 minutos, pois trabalhamos com previsão de curto prazo”, contou o pesquisador colaborador Gustavo Pessin, egresso do ICMC.Mas, segundo o pesquisador, a ideia é que, com a instalação de mais sensores – inclusive destinados a medir o índice pluviométrico – seja possível realizar previsões até 6 horas antes de uma enchente ocorrer, tempo suficiente para remover a população das áreas de risco.
“Com isso esperamos que os transtornos e prejuízos causados pelas chuvas em São Carlos não se repitam, ou que ao menos possamos avisar a população e comerciantes para que se previnam antes que a enchente ocorra”, disse Ueyama.



