lourdes-de-la-rosa-onuchic-destaque Notícias
Resgatar e preservar as histórias de vida de pesquisadores é um dos objetivos deste texto, que faz parte da série “Perfis ICMC”. A cada mês, uma nova história será publicada e todas farão parte do livro comemorativo do cinquentenário do Instituto.
Data da publicação: 25/04/2022

 

 

Entrevistar Lourdes de la Rosa Onuchic é como assistir a uma aula. Quase todos nós, que um dia frequentamos uma escola, somos capazes de nos lembrar de ensinamentos trazidos por professores dos quais nunca nos esqueceremos. Acontece que a aula de Lourdes é repleta de momentos memoráveis. E já está na hora da primeira lição.

 

Lição 1: sobre ensinar, aprender e avaliar

― Eu não sou terrorista, mas quero uma revolução! A revolução do ensino, a revolução do trabalho de formação do professor. E para trabalhar a formação do professor, o formador de professores tem que ter boas ideias. A minha revolução pressupõe uma reforma, que depende de todas as minhas investigações, de todas as minhas pesquisas. Tudo o que se faz em educação matemática não é para ficar em uma tese, é para usar. O papel aceita tudo, eu escrevo o que eu quero. Agora, eu quero ver em ação o que está no papel. A teoria e a prática são duas coisas que têm que estar entrelaçadas. Eu vou dar uma disciplina agora, no segundo semestre de 2022, na pós-graduação da UNESP, em Rio Claro, em que vou falar sobre Resolução de Problemas e a metodologia de Ensino-Aprendizagem-Avaliação. Tudo com hífen. Porque, antes, o ensino era uma coisa, a aprendizagem era outra, e a avaliação outra coisa ainda. Depois,  fui atrevida e coloquei um hífen em “ensino-aprendizagem”, para dizer que  ensinar e aprender precisam acontecer simultaneamente. Um tempo depois, fui mais ousada ainda e pus outro hífen em “ensino-aprendizagem-avaliação”, para dizer que o ensino e a aprendizagem deveriam acontecer simultaneamente e que a avaliação deveria estar integrada ao ensino. Promovendo a aprendizagem. Eu não  avalio, pegando um gabarito, para simplesmente dizer ao aluno se ele deu a resposta certa ou errada. Não! Eu preciso ver o que o aluno pensou, o que o levou a dar aquela resposta. Para isso, duas perguntas necessariamente têm que existir: “O que você fez?” e “Por que você fez isso?”. O problema é que isso dá muito trabalho e nem sempre é bem visto pelo professor.

Era 18 de novembro de 2021 quando ouvi, pela primeira vez, uma das lições de Lourdes. Notei que havia ali um padrão: explanações completas sobre um tema, com argumentos claros e certeiros. Aos 90 anos, a educadora estava em plena atividade, orientando uma pós-doutoranda, dois doutorandos e quatro mestrandos vinculados ao Programa de Pós Graduação em Educação Matemática do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da UNESP. Ao mesmo tempo, já planejava com afinco a disciplina a ser ministrada no segundo semestre de 2022 aos alunos do programa. E sabia de cór a quantidade de trabalhos que ajudou a colocar no mundo: 22 mestrados e 17 doutorados.

Na casa em que mora, em Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo, a educadora tem um amplo escritório com uma grande mesa de madeira, computador e paredes similares às de uma biblioteca. Nos poucos espaços não ocupados por livros, estão as imagens da trajetória acadêmica brilhante do marido, Nelson Onuchic, que faleceu em 1999 e também dos filhos. Dois deles com destaque na carreira universitária, o Físico  José Nelson Onuchic (Membro da NAS – National Academy Of Sciences) e o Médico Luiz Fernando Onuchic (Professor Titular da Faculdade de Medicina da USP), Paulo Eduardo Onuchic e Maria Ines Onuchic Schultz com carreira de sucesso na iniciativa privada.; Muitas recordações também  de seus treze netos, sobre os quais conta muitas histórias.

No final daquela manhã, depois de duas horas e 36 minutos de um intenso e agradável bate-papo, Lourdes ainda precisava almoçar antes que começasse a apresentação online de Sílvia Rocha Falvo, uma de suas alunas de mestrado, no XXV Encontro Brasileiro de Estudantes de Pós-Graduação em Educação Matemática (EBRAPEM). Mas ela não tinha pressa. No fim da conversa, como já havia tomado a dose de reforço da vacina contra o coronavírus há mais de 14 dias, ousou pedir um abraço. Saí de lá com a sensação maravilhosa de que o universo havia me presenteado.

 

Lição 2: sobre resolver problemas

A Metodologia de Ensino-Aprendizagem-Avaliação criada pela professora Lourdes a partir de suas pesquisas evidencia que, quando os professores ensinam matemática por meio da resolução de problemas, conseguem oferecer aos alunos um poderoso e importante meio para que desenvolvam a própria compreensão, o que ela nomeia como “aprendizado auto-gerado”. Para a educadora, “nenhuma intervenção no processo de aprendizagem pode fazer mais diferença que um professor bem formado.” É por isso que Lourdes sonha com uma revolução na educação. Ela sabe que ninguém “tem tanta influência sobre os alunos quanto os próprios professores.”

O entusiasmo da educadora para assistir à apresentação de Sílvia durante o XXV EBRAPEM justificava-se pela relevância do estudo desenvolvido pela orientanda, destinado a “investigar o raciocínio proporcional de professores que ensinam matemática, na sua maioria pedagogos, nos anos iniciais do ensino fundamental”. O público-alvo do projeto foi um grupo de 70 professores (polivalentes, assistentes e educadores especiais) da rede municipal de Itirapina, no interior de São Paulo.

― A minha grande força é fazer do problema o ponto de partida. Por isso, quando a gente pede para um professor construir um problema, ele tem que vivenciar as situações. A nossa linha de trabalho é essa: para dar uma aula sobre análise combinatória, por exemplo, o professor precisa preparar um problema para cada tipo de questão: um de permutação, um de arranjo, um de combinação, partindo do princípio da indução e com a multiplicação. Então, o professor já sabe que terá que ensinar todos esses conteúdos aos alunos. Mas se ele apresentar a teoria sem que o aluno, perceba antes, a necessidade daquele conhecimento, será mais difícil.

Quando Lourdes recomenda a um professor de matemática que não comece a aula pela teoria, que deve desenvolver, ela está instigando os educadores a desafiar os estudantes, a lançar um problema que leve os estudantes a necessidade de  ampliar os próprios conhecimentos. Ora, quando a gente encontra um propósito para aprender algo, tudo tende a se tornar mais fácil, não é mesmo?

 

Lição 3: sobre matemática e amor

Quinta filha de José de la Rosa e Manoela Martinez de la Rosa , Lourdes nasceu em São Paulo no dia 2 de julho de 1931, e viveu a infância em um bairro operário da zona leste da capital. Depois de seu nascimento, o casal teve mais um filho. Enquanto José estudou só até o quarto ano do ensino fundamental, Manoela não teve a mesma oportunidade: aprendeu a ler e escrever com o pai dela e nunca foi à escola.

― Meus pais eram gente simples, mas que conseguiram, com trabalho, chegar a uma classe média e nos criar, a todos, com o espírito da valorização do estudo. O orgulho do meu pai era ver os filhos estudarem, mas ele morreu quando eu tinha 17 anos e não deu tempo de ver o que a gente pôde fazer. Também não deu tempo de conhecer meus filhos.

Ao completar cinco anos e ver os irmãos saírem de manhã para ir à escola, Lourdes implorava à mãe para que pudesse ir também. Então, Manoela descobriu que, na mesma rua em que moravam, havia uma professora do grupo escolar do bairro que tinha ficado viúva com quatro filhos e, para se sustentar, criou uma pequena escola: o Externato Pestalozzi. Foi assim que a pequena Lourdes conquistou seu tão almejado lugar em uma sala de aula.

― Ela foi uma professora polivalente: tinha uma fila para o primeiro ano, uma fila para o segundo, uma fila para o terceiro, uma fila para o quarto… Eu não sei a mágica que ela fazia, mas dava uma atividade para uma fila e, enquanto os alunos dessa fila faziam as tarefas, ela ia para a outra. Depois, voltava à primeira fila e checava se cada aluno tinha feito o que ela havia pedido. Não eram filas grandes, tinham seis, sete alunos, no máximo. Mas ela conseguia ver o que um por um tinha feito, o que estava certo, porque tinha feito daquela forma. E o que estava errado ela corrigia e ensinava a gente. E nós tínhamos que pensar para resolver problemas, nós tínhamos que imaginar para fazer uma composição, uma descrição, uma carta, ou qualquer que fosse o objetivo da atividade que ela dava. Na matemática, era preciso ler o problema e explicar a solução, a resposta não era um número apenas. Então, você aprendia a escrever ideias matemáticas, a perceber como poderia solucionar a questão interpretando as condições. Claro que nem sempre a gente fazia certo, mas ela levava a gente a aprender isso.

Ao finalizar o período de  estudos com dona Florinda, a pequena Lourdes ainda não tinha idade suficiente para entrar na próxima etapa da jornada. Ficou um ano em casa, e a irmã mais velha lhe orientou nesse período.

― Ela me pedia para ler um livro e, no fim da semana,  tinha que contar para ela a história. Eu também devia escrever uma redação por dia, fazer atividades de gramática e de matemática. Então, minha irmã mais velha foi, vamos dizer, minha orientadora intelectual durante muito tempo, a ponto de que, quando eu estava com 14 anos e meio, ela me pediu: “Você daria aula para alguns alunos meus? As mães estão pedindo porque os filhos foram reprovados em matemática.” E eu falei: “Mas como? São mais velhos que eu!” Ela insistiu, dizendo que eu podia pegar um livro e que era boa em matemática. Assim, passávamos as férias dando aulas: ela de latim e eu de matemática. Foi muito bom: ficava muito contente quando via que os alunos entendiam o que eu falava.

Apesar do amor à matemática, o pai queria que Lourdes fosse Contadora da indústria mecânica de que era dono. Sugeriu, então, que ela fizesse uma escola de comércio e ela passou a estudar na Escola de Comércio Álvares Penteado. Lá, a jovem teve um professor de matemática chamado Francisco Griecco que dizia assim: “Você tem tanto jeito para matemática, que judiação fazer comércio”. No entanto, naquele tempo, Lourdes não tinha a menor ideia do que significava fazer matemática e foi consultar a irmã, que cursava Letras Clássicas na USP. Descobriu, assim, que existia graduação em matemática.

Quando saiu da escola de comércio, Lourdes passou a frequentar um colégio particular, mas, logo no primeiro ano do ensino médio, o pai faleceu. Nessa ocasião, a família viveu um período de dificuldade financeira e a jovem precisou ser transferida para uma escola pública: o colégio estadual Presidente Roosevelt, onde concluiu os dois últimos anos do ensino médio e também onde conheceu o professor Nelson Onuchic.

― Ele estava terminando o curso de Física no Mackenzie, era da primeira turma, e foi dar aulas de matemática no Roosevelt. Nós nos conhecemos em uma festa no dia dos professores. Aí, começou a mudança de vida. Entrei para a USP, na Matemática, e o Nelson, nesse ano de 1951, começou a trabalhar no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA).

O namoro sobreviveu à distância e aos quatro anos da faculdade de Lourdes.

― Minha formatura foi dia 29 de dezembro de 1954 e nos casamos em janeiro do ano seguinte. Fui morar em São José dos Campos, ou seja, parti de São Paulo para o interior. Parecia estranho imaginar deixar São Paulo, parecia que me faltava o ar… Fui para São José dos Campos e, no ITA, mulher não lecionava, nem estudava. Então, trabalhei na educação básica, no Instituto de Educação, onde dei aulas de física e matemática. Nesse período, nasceram nossos dois primeiros filhos: Maria Inês e José Nelson.

Em 1959, o professor Nelson foi convidado para ajudar a criar o curso de matemática da futura Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro (Instituto Isolado do Ensino Superior), hoje vinculada à UNESP. Ao chegar em Rio Claro, Lourdes foi convidada a também ministrar aulas na Faculdade e começou a atuar no ensino universitário.

― Naquela época, não havia programas para mestrado ou doutorado. O Nelson um dia foi para São Paulo, procurou o professor Farah, na Filosofia da USP, conversou com ele e disse que queria fazer o seu doutoramento. Antigamente era assim: o doutoramento era tratado diretamente com o orientador. Se aceito, o trabalho começava. O primeiro doutoramento na Matemática, de fora da USP, foi o do Nelson. Nessa ocasião, o professor Farah sugeriu que seu assistente, o professor Chaim Samuel Hoënig, trabalhasse com o Nelson. Quanto a mim, mestrado ou doutorado não faziam parte de minhas pretensões. Eu queria ser professora.

Em 1961, o professor Nelson conquistou uma bolsa de pós-doutorado da Guggenhein Foundation, e foi  para os Estados Unidos trabalhar no Research Institute for Advanced Studies (RIAS), instituição que mantinha um grupo de 40 especialistas em equações diferenciais, formado por americanos e representantes de vários países do mundo.

Mas as equações diferenciais não a atraíam, ela almejava poder se dedicar à educação matemática e conseguiu estabelecer contatos e participar de alguns grupos de pesquisa (Bolsa da CAPES) da área enquanto esteve nos Estados Unidos, mas não foi possível concluir formalmente um mestrado ou um doutorado. Então, quando o casal voltou ao Brasil, em 1966, veio a surpresa:

― Em 1966, eu estava dando uma aula de cálculo, quando a minha primeira orientadora, a Oneide Beraldi, bateu na porta e disse: “Dona Lourdes, o Diário Oficial está dizendo que o contrato da senhora não foi renovado!”. Eu tinha sido demitida! Isso era maio e meu contrato tinha terminado em fevereiro, mas eu estava dando aulas. Eles estavam me punindo porque eu não havia defendido meu Doutorado em cinco anos.. E depois contrataram uma pessoa sem doutorado pra ficar no meu lugar. Naquele dia, eu terminei a aula, fui para minha sala, e comecei a juntar minhas coisas. O Nelson entrou e perguntou: “O que você está fazendo?”. Eu expliquei e ele disse: “Vou pedir demissão agora!”. Eu não concordei. Já bastava os alunos ficarem sem mim. Não! Nós podemos pensar em alguma coisa, mas pedir demissão agora, de jeito nenhum. Aí, como o pessoal de São Carlos já fazia anos que queria o Nelson, decidimos nos mudar em 1967 e vir para a EESC.

 

A professora Lourdes foi a primeira prefeita do campus da USP São Carlos. Ela exerceu o cargo de 1980 a 1985, período no qual promoveu uma revolução no espaço, a fim de que se tornasse mais acolhedor e mais apropriado para as atividades de ensino, pesquisa e extensão. (crédito da imagem: Fernando Mazzola)

 

Lição 4: sobre despedida e persistência

Ao chegar a São Carlos, Lourdes decidiu fazer mestrado na área de equações diferenciais na EESC, que concluiu em 1971 sob orientação do professor Nelson Onuchic. No final daquele ano, o casal e os demais docentes vinculados ao Departamento de Matemática da EESC fundaram o ICMC, onde Lourdes prosseguiu com os estudos de doutorado, finalizados em 1978.

Em 1973, com a morte do professor Achille Bassi, Nelson assume a direção do Instituto de forma temporária (pro tempore), função que exerceu por oito meses. No entanto, no ano anterior, o mal de Parkinson já havia começado a dar seus primeiros sinais. O professor continuou na ativa por mais dez anos e orientou muitos doutores. Em 1982, com o agravamento da doença, aposentou-se. No ano seguinte, recebeu o título de Professor Emérito do ICMC.

Em 1986 foi a vez de Lourdes se aposentar do ICMC e das equações diferenciais. Só então conseguiu realizar o sonho de construir a carreira no campo da educação matemática. Chegou até a voltar a dar aulas em colégios no Ensino Médio, na busca por investigar e compreender os principais problemas da área.

Continuou trabalhando e acompanhando de perto a dolorosa jornada de Nelson na luta contra o Parkinson. No dia 3 de setembro de 1999, Lourdes viajou a São Paulo para acompanhar a defesa de mestrado de uma de suas orientandas. Avisou a cuidadora de Nelson que estava preocupada: talvez o professor não sobrevivesse até o próximo ano devido às sucessivas pneumonias que o acometiam. Naquele tempo, a doença já tinha comprometido totalmente os movimentos do professor. Antes que aquela noite chegasse ao fim, ela recebeu um telefonema da filha: “Mãe, o papai parou.” Apesar da dor, Lourdes prosseguiu.

Com afeto, recorda-se das histórias que Nelson contava aos filhos e das inúmeras aventuras que viveram juntos.

― Eu lembro bem que uma vez estava preparando uma aula e era onze da noite. Porque com quatro filhos, marido, escola, às vezes, era quando eu conseguia preparar a aula que ia dar às 08 da manhã. E houve um dia que eu encalhei em um ponto que eu não conseguia sair daquele pedaço! O Nelson estava dormindo lá no sofá do lado, e eu o acordei: Nelson! Nelson! Eu encalhei aqui nesse problema, tenho que dar aula amanhã sobre isso”. Calmamente, ele respondeu: “Bem, se não sabe, não dê!”. Fiquei muito brava e muito nervosa. Mas quando mexem com o meu brio, parece que as coisas vêm. Fiquei lá até às três da manhã. Nunca dei uma aula tão boa! Porque eu sabia que naquele ponto que encalhei, os alunos iam encalhar também.

 

Sobre Nelson Onuchic

Filho de Francisco Onuchic e Maria Doles, nasceu em Brodósqui, São Paulo, em 11 de março de 1926. Cursou o antigo primário e secundário, de 1940 a 1944, em sua cidade natal e outras cidades da região, e, em 1947, concluiu o curso científico noturno em São Paulo. Em 1948, ingressou na Licenciatura em Física na Universidade Mackenzie, em São Paulo, onde se graduou em 1951.

Em seguida, foi convidado pelo professor Francisco Antônio Lacaz Netto para trabalhar no Departamento de Matemática do ITA, iniciando sua carreira de professor universitário, permanecendo neste cargo de 1951 a 1958. Neste mesmo período, começou a estudar matemática no ITA, participando de cursos e seminários, sob a orientação dos professores Francis Murnaghan e Flávio Botelho Reis.

Entre 1955 e 1956, foi bolsista do CNPq, e estudou análise funcional, topologia geral e estruturas uniformes na USP, sob a orientação do professor Chaim Samuel Hönig. Esses estudos geraram sua tese de doutorado, intitulada Estruturas Uniformes sobre P-Espaços e Aplicações da Teoria destes Espaços em Topologia Geral, apresentada em 12 de junho de 1957.

Em 1958, foi convidado pelo professor João Dias da Silveira para criar o curso de matemática em Rio Claro, sendo responsável pela cadeira de análise matemática. Em 1966, transferiu-se para o Departamento de Matemática da EESC-USP.

Devido a uma visita no Instituto de Matemática e Estatística de Montevideo, Uruguai, de novembro de 1959 a fevereiro de 1960, onde ministrou um curso e teve contatos com Juan Jorge Schäffer e José Luis Massera, começou a se interessar por Equações Diferenciais, e se aprofundou nessa área quando bolsista da Fundação Guggenheim, no período de outubro de 1961 a outubro de 1962, no Instituto de Pesquisas para Estudos Avançados, em Baltimore, EUA, ao final acabou ficando mais meio ano como convidado a trabalhar no RIAS.

Suas maiores contribuições para o desenvolvimento da matemática foram o Teorema de Hartman-Onuchic, publicado no artigo On the Asymptotic Integratiton of Ordinary Differential Equations (publicado em 1963 no Pacific Journal of Mathematics, vol.13); os cursos de pós-graduação que ministrou no Instituto de Pesquisas Matemáticas da USP e os trabalhos apresentados no Colóquio Brasileiro de Matemática de 1961 e de 1963, os quais foram fundamentais para a introdução de uma linha de pesquisa em equações diferenciais com retardamento no Brasil.

Participou de várias entidades científicas como a Academia Brasileira de Ciências (ABC), e foi sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Matemática. Recebeu várias homenagens como a Medalha de Jubileu de Prata da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e o título de Professor Emérito da USP.

 

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC-USP
Vídeo: Renato Francoi Amprino – Assessoria de Comunicação do ICMC-USP

 

Mais informações
Docente aposentada do ICMC é homenageada em evento do Instituto de Química de São Carlos

É tempo de celebrar o Dia das Mulheres na Matemática

CONÉCTATE CON NOSOTROS
 

© 2022 Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação