Cultura e Extensão
20/11/2019
16:00
Auditório professor Fernão Stella Rodrigues Germano

16h - PETCult - exibição do filme "Besouro" seguido de debate

Besouro é um filme brasileiro que conta a vida de Besouro Mangangá (Ailton Carmo), um capoeirista brasileiro da década de 1920, a quem eram atribuídos feitos heroicos e lendários. Estreou nos cinemas do Brasil no dia 30 de outubro de 2009. Dirigido por João Daniel Tikhomiroff.

A escravidão foi abolida. Mas o preconceito fez com que os negros fossem tratados como escravos para ganhar um pouco de dinheiro para sobreviver. A palavra capoeirista assombrava homens e mulheres, mas o velho escravo Tio Alípio nutria grande admiração pelo filho de João Grosso e Maria Haifa. Era o menino Manoel Henrique que, desde cedo aprendeu, com o Mestre Alípio, os segredos da Capoeira na Rua do Trapiche de Baixo, em Santo Amaro da Purificação, sendo batizado com Besouro Mangangá por causa da sua flexibilidade e facilidade de desaparecer quando a hora era para tal. Mestre Alípio foi jurado de morte por ensinar capoeira. Mas Besouro tinha a responsabilidade de protegê-lo.
Um dia, quando Besouro estava em uma roda de capoeira, um policial matou o mestre Alípio. Em uma feira onde escravos trabalhavam, Besouro começou a ver uma entidade (Exu) que o manda ajoelhar. Na tentativa de lutar capoeira com a entidade, besouro destrói toda a feira. O feitor e seus homens perseguem Besouro, que pula na água. Dona Zulmira, sua mentora espiritual e conselheira, entrega-lhe um colar (patuá) para fechar o corpo, protegendo-o dos ataques dos inimigos. Ou seja, a única coisa que pode matá-lo agora é a faca de ticum. Besouro começa a incendiar as plantações do coronel. Quero Quero, amigo de infância de Besouro, começa a se voltar contra ele, já que ele estava destruindo tudo que os escravos estavam fazendo. A namorada de Quero Quero, Dinorá, então termina o namoro com ele. Dinorá se encontra com Besouro. Quero Quero, revoltado, luta com Besouro na mata, e Besouro vence. Quero Quero então mata o feitor e o coloca na frente da casa grande incriminando o Besouro.
Os homens do coronel caçam Besouro. Besouro elimina todos, mas o coronel o mata com a faca de ticum. O coronel tenta estuprar Dinorá que o massacra com capoeira. O filho de Besouro com Dinorá também recebe o nome de Besouro. O filme acaba com Besouro Jr. sorrindo com cara de mau para o coronel que passa de cavalo. O filme é inspirado no livro "Feijoada no Paraíso", de Marco Carvalho, editando pela Record inicialmente em 2002 e reeditado em 2009.

18h30 - Mesa "Representatividade e Trajetória Acadêmica"

Entender o lugar que a pessoa negra está em nossa sociedade, é assumirmos de fato que há uma desigualdade de posições e funções, nos locais de trabalho e de estudo; é não disfarçar que há cores que historicamente e estatisticamente ocupam posições desprivilegiadas em nossa sociedade, e nisso, os espaços universitários e de decisão política e cultural. É não esconder o racismo que cruza as trajetórias de muitas pessoas de nosso país, que ainda sofrem com discriminação, falta de oportunidades e acesso à uma formação emancipadora de seus estudos e vida profissional.

O estereótipos que se constroem sobre a imagem do homem e da mulher negra não são reais e nem valorizam a coletividade de um dos maiores grupos de nosso país - segundo IBGE 2018, pretos e pardos somam 55,4% da população brasileira -, configurando uma maioria que ainda sofre com a ideia de quais lugares ocupar e estar nos mais diversos ambientes, sendo pouco a representatividade de corpos negros nas mais variadas instituições superiores e empresas do Brasil, ainda que com políticas de autoafirmação raciais, como cotas, proteção religiosa e iniciativas de valorização cultural.

Ainda se observa que mais negros ocupam cargos de assistência e serviços gerais do que a mesma proporção da população branca. Não obstante, também são massivos nos dados do sistema carcerário, das populações vulneráveis atendidas por programas sociais e poucos representados na mídia comum.

Com objetivo de trazer essa discussão na voz de quem cruza suas vidas cotidianamente com o racismo, e também reimprimir um olhar representativo sobre pessoas, o programa USP Diversidade - vinculado a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, juntamente com Coletivo Elza Soares de Negros e Negras do CAASO, a Comissão de Cultura e Extensão Universitária do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), Centro Cultural e Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão USP São Carlos, apresenta a mesa "Representatividade e Trajetória Acadêmica", na qual nossos convidados irão mostrar o que fazem dentro da academia e na vida profissional - seus projetos de ciência e trabalho - bem como trazer também uma perspectiva do racismo como elemento estrutural de nossa sociedade, e também, de suas trajetórias pessoais.

Lembrando também que esse evento integra o calendário de atividades do Dia da Consciência Negra da USP São Carlos, construído conjuntamente com o Colégio CAASO. 

https://www.facebook.com/events/410467476522572/

Acompanhe também a programação que será realizada no Colégio CAASO

08:15 - 09:35
Abertura com apresentações dos grupos de trabalhos dos estudantes do Colégio CAASO
09:35 - 09:55
Espaço para comentários e perguntas sobre os trabalhos apresentados pelos estudantes.
09:55 - 10:10
Intervenção artística - Maracatu Rochedo de Ouro
10:10 - 10:30
Intervalo
10:30 - 11:50
Mesa Negritude e pesquisa
11:50 - 12:10
Espaço para perguntas e comentários sobre os trabalhos apresentados.
12:10 - 12:30
Encerramento da manhã - Intervenção artística Afrobellydance

 

Convidados e todos e todas para esse evento.

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